sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O RIO SALGADO, A CIDADE E A JUVENTUDE.

Elano, Eliano, Émerson e Biscúcia - 1972.
Nas décadas de 1950, 1960 e 1970, o Rio Salgado foi ponto de encontro e de lazer da juventude lavrense. As manhãs ensolaradas da cidade convidava a mocidade para um belo banho nas águas do Rio. Havia uma divisão natural e social desses encontros, devido ao preconceito e cuidados paternos da época, as mocinhas, se encontravam em um ponto acima da barragem, o Guegel, de propriedade de Dona Rosaly, e os rapazes desfrutavam do Porto das Canoas e da Barragem, onde faziam algazarras, contavam anedotas e tomavam sua cachacinha. Sempre desejando ver as meninas em trajes de banho que estavam a poucos metros dali. As vezes alguns dos meninos, os mais destemidos, arriscavam brechar por entre as árvores do Sítio de Dona Rosaly, as belas moças que se deliciavam das águas e das conversas descontraídas com as companheiras.
A tardinha outro local do Rio também servia de encontro de toda a juventude, A Ponte, ali as mocinhas ficavam a passear e paquerar com os rapazes, saindo até famosos namoros e eternas paixões.
Já na década de 1970, o Rio Salgado continuou sendo o ponto de encontro e lazer de toda juventude lavrense, mas nessa época não só os rapazes como também as moças e crianças desfrutavam do mesmo espaço, a barragem e os coqueiros, Sítio de Dona Maria Gregório, eram frequentados por toda a juventude lavrense, onde acontecia as paqueras, as biritas, as brincadeiras e tudo era uma grande festa.
Texto: Cristina Couto.

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